“Yoga tem raízes profundamente contrárias ao cristianismo”, esclarece John Piper

Uma questão recorrente e que os cristãos buscam orientação bíblica a respeito é sobre a prática de yoga. Respondendo a um médico cristão sobre o assunto, o Pr. John Piper traz alguns esclarecimentos com base em pesquisas que ele fez a respeito do tema e os ensinamentos bíblicos que norteariam a questão.

“A yoga tem suas raízes em cosmovisões orientais e essas raízes são profundamente antagônicas no entendimento cristão de Deus e da maneira que ele opera no mundo”, diz o pastor.

“O yoga é um mantra para o corpo”, diz Piper, explicando que mantra são palavras ou frases repetidas que a pessoa tem que entoar até conseguir transcender sua mente e suas emoções, num processo para descobrir e alcançar a super consciência.

“…os exercícios de yoga fazem parte desse tipo de repetição verbal e filosofia sobre a maneira de se mover física e intelectualmente em direção a essa super consciência”, esclarece.

Piper diz que o objetivo do yoga é conseguir a harmonia entre a mente o corpo e que sua filosofia está em uma crença metafísica indiana.

O pastor esclarece que a palavra “yoga vem da língua sânscrita que significa fusão ou união, e o objetivo final dessa filosofia é alcançar um equilíbrio entre a mente e o corpo, é alcançar um tipo de iluminação através do mantra e de determinados tipos de exercícios físicos e posturas meditativas, e que, para isso, o yoga faz uso da respiração, da postura, do relaxamento e da meditação, buscando alcançar uma vida equilibrada, saudável e alegre”.

Piper explica que os cristãos têm uma cosmovisão radicalmente diferente da visão de mundo moldada pelo yoga. “Nossa maneira de enxergar a história, de enxergar Deus e de entender o que é o bem-estar é radicalmente diferente no cristianismo”, diz.

Para o pastor, no cristianismo, progredir em direção à “inteireza” se dá através de um Deus que se comunica de maneira inteligível e por meio de uma pessoa Jesus Cristo, que se torna plenamente humano e fala de maneira inteligível para mente, não anulando a mente.

Piper fala que Jesus, através da sua morte e ressurreição, objetivamente prevalece contra um Satanás real, contra uma culpa real diante de Deus, através de uma real mensagem do Evangelho a nosso favor.

Ele mostra que essa realidade está fundamentada em eventos históricos através de uma “compreensão consciente dessa mensagem em nossas mentes”, mesmo que por meio da fé, que para o cristão está em Cristo e na habitação do Espírito em sua vida.

Piper diz que o cristão deve meditar nas promessas, que foram compreendidas e cridas, com uma meditação sobre algo objetivo.

Ele ressalta que as palavras que o cristão declara devem ser objetivas e inteligíveis.

“Enquanto meditamos devemos nos tornar, progressivamente, semelhantes a Cristo, ao contemplarmos a glória dele, na palavra e no Evangelho, através de obras práticas que nos levam a ajudar outras pessoas, a uma vida de transformação para piedade e para a vida eterna em que Deus é a nossa alegria para sempre”, detalha.

Piper diz que “isso é o cristianismo e que é totalmente diferente do tipo de cosmovisão que está por trás das práticas meditativas físicas, emocionais e intelectuais que fazem parte do yoga”.

Saúde do corpo e mente

John Piper diz que precisamos considerar a visão cristã sobre a saúde e sobre o corpo. “Se você perguntar: O que isso tem a ver com o corpo? O que isso tem a ver com os exercícios e com coisas que fazemos com o corpo? Eu responderia que a visão cristã sobre a saúde do corpo é uma visão disciplinada e realista que tem as seguintes características:

1. Nós somos seres caídos e estamos sob uma maldição, uma maldição física intelectual e emocional sobre toda a criação e, por isso, todos morremos;

2. Nós ressuscitaremos dos mortos se tivermos fé em Jesus e essa é a saúde que, em última análise, almejamos ter. Nós teremos um corpo, uma alma e uma mente perfeitamente saudáveis nos novos céus e nova terra depois da ressurreição e essa nossa glória, essa é a nossa esperança;

3. Enquanto isso, nossa natureza exterior está se definhando, mas a nossa natureza interior se renova de dia em dia (2 coríntios 4:16);

4. O exercício corporal para pouco aproveita, como diz Paulo, mas o exercício espiritual para tudo é proveitoso (1 Timóteo 4:8).

5. Nós não devemos desnecessariamente causar danos aos nossos corpos, que são o templo do Espírito Santo, e nós devemos buscar utilizar os nossos corpos da melhor forma possível nos objetivos que Deus nos deu, então a saúde física é maravilhosa, mas não é o objetivo. É um meio de alcançar objetivos muito maiores, mas também não é o mais importante, pois há outros meios que são mais importantes do que ter um corpo super em forma;

6. É possível que alcancemos os nossos maiores objetivos através da morte, arriscando as nossas vidas e contraindo ebola, malária ou cegueira em alguma atividade missionária, nós não buscamos o bem-estar físico como a coisa mais importante. É um objetivo útil, mas é secundário, pois é um meio de alcançar algo maior e há situações em que precisamos intencionalmente arriscar as nossas vidas por amor de outra pessoa;

7. Qualquer atividade física, que começa a substituir a busca por santidade e o serviço sacrificial no qual, às vezes, é necessário dar a própria vida, provavelmente está começando a ser tratada como uma religião. Parece-me que o yoga já se identifica através do próprio nome, ele já levantou a bandeira da cosmovisão oriental através do próprio nome yoga. Então, na minha opinião, ao me esforçar para maximizar em vez de minimizar a minha busca pelos objetivos de Deus e pela prosperidade da minha própria alma eu seguiria por outro caminho e buscaria outro tipo de exercício.

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