Covid-19: Juiz proíbe a evangelização do povo da Amazônia

É uma decisão “histórica”, disse a ONG Survival International, em comunicado divulgado em 17 de abril. Saiba mais!

O juiz brasileiro Fabiano Verli proíbe os missionários evangélicos de contatar os povos indígenas isolados do vale do Javari, a fim de protegê-los do coronavírus. É uma decisão “histórica”, disse a ONG Survival International, em comunicado divulgado em 17 de abril.

Segundo a ONG, o vale abriga “a maior concentração de comunidades isoladas do planeta”. Na sua decisão, Fabiano Verli argumentou “a vulnerabilidade particular dos povos indígenas isolados. Entrar em contato com eles os coloca em grande risco ”, disse ele.

Essa decisão visa, em particular, a missão evangélica americana Ethnos 360 (novo nome da Missão Novas Tribos), que lançou uma arrecadação de fundos para comprar um helicóptero destinado a suas missões de evangelização das tribos isoladas dessa região da Amazônia brasileira, relata Le Figaro.

Esse julgamento é visto como desprezo ao presidente Jair Bolsonaro, que colocou em 5 de fevereiro o antropólogo e pastor evangélico, Ricardo Lopes Dias, à frente da agência governamental dos nativos (Funai). Este último tinha sido um missionário na Amazônia entre 1997 e 2007 em nome do que ainda era chamado de Missão Novas Tribos.

“Não promoverei a evangelização dos povos indígenas”, respondeu Ricardo Lopes Dias, no final de janeiro, quando as notícias de sua nomeação começaram a se espalhar.

*Da Redação, com informações do Evangeliques. info. 

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