Estudo Bíblico Sobre Aliança Com Deus: Vivendo o Extraordinário

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Aliança com Deus é algo que a maioria das pessoas quer ter, mas poucos entendem como funciona. Até mesmo os cristãos se confundem em muitos aspectos do tema, que possui grande importância para uma vida cristã plena.

Neste estudo bíblico, quero analisar com você os aspectos da Aliança com Deus, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento e como ela afeta a nossa vida atualmente.

Sendo assim, aperte os cintos e fique confortável. Nossa viagem começa pelo Monte Sinai. Tome cuidado, pois ele está fumegando.

A Antiga Aliança Com Deus

Quando o Senhor terminou de falar com Moisés no monte Sinai, deu-lhe as duas tábuas da aliança, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus. (Êxodo 31:18)

A glória do Senhor ainda cobria o monte e para quem olhava de fora, parecia que um o monte estava sendo consumido pelo fogo, quando o Senhor Deus terminou de falar com Moisés.

O objetivo do Senhor era transmitir os termos da aliança. A aliança com Deus que guiaria o povo em todas as áreas de sua vida. Havia instruções detalhadas sobre praticamente tudo, em seu estilo de vida.

Ao cumprir os princípios da Aliança com Deus o povo desfrutaria de paz, saúde, alegria, intimidade e benção de Deus como nenhuma outra nação seria capaz de desfrutar.

É aí que as coisas se complicam, o povo não quis cumprir. Eles não se empenhavam em guardar os princípios da Aliança com Deus. Por mais que o Senhor permanecesse fiel, eles se desviavam e seguiam os deuses e as práticas das outras nações.

A Promessa de Um Novo Tempo

“Estão chegando os dias”, declara o Senhor, “quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá”.

“Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito; porque quebraram a minha aliança, apesar de eu ser o Senhor deles”, diz o Senhor.

“Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o Senhor: “Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. (Jeremias 31:31-33)

Após anos, tentando atrair o povo para si através das aliança feita no Sinai, o Senhor Deus promete através de Jeremias que um novo tempo estava chegando. Nele, os princípios da Aliança com Deus não seria mais escrito em tábuas de pedra, mas dentro deles – “Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo”. – disse o Senhor.

Através de Ezequiel ele diz: Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. (Ezequiel 36:26)

Ou seja, o coração duro, intransigente e inflexível do povo seria substituído por um coração novo, disposto a obedecer. Disposto a viver segundo os mandamentos e princípios da Aliança com Deus.

Noutras palavras, a aliança sairia das tábuas para dentro do povo. Não seria um pacto externo, mas interno.

Isso não seria nada menor que um novo ato criativo de Deus! Quando Deus criou o mundo, o Espírito estivera ativo (Gn 1.2); e daí também um coração novo para o povo de Deus seria uma obra do Espírito de Deus: “E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis” (Ez 36.27). No Antigo Testamento, o Espírito de Deus viera sobre um povo em particular para capacitá-los a realizar a obra do Senhor (Davi, em 1 Sm 16.13). Contudo, o anseio e o clamor do povo fiel de Deus era para que seu Espírito fosse derramado sobre toda a nação de Israel, para que vivessem e se movessem totalmente na alegria e intimidade dessa aliança (Nm 11.29; Jl 2.28,29). (1)

A Nova Aliança Com Deus

Eu lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade até serem revestidos do poder do alto”. (Lucas 24:49)

Após a sua ressurreição, o Senhor Jesus ordenou que os apóstolos aguardassem o revestimento de poder que viria do alto. Era uma referência clara ao Espírito Santo, que passaria a ser o mentor dos cristãos genuínos ao longo das eras.

Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei.” (João 16.7)

A Importância de Pentecostes

O Pentecostes ou a Festa das Semanas era um festival relevante no calendário judaico. Era basicamente o festival da colheita, marcando sete semanas depois da colheita dos primeiros frutos (Lv 23.9–21; sete semanas são 49 dias, e a festa era no dia seguinte; “Pentecostes” é o termo grego para quinquagésimo, 50º).

Nos dias de Jesus, no entanto, essa festa era também uma celebração para rememorar a entrega da Torá (a lei da aliança) no monte Sinai, uma vez que, conforme se acreditava, isso aconteceu cinquenta dias depois do êxodo do Egito.

Em outra ocasião, Moisés ascendeu ao monte a fim de falar com Deus e recebeu dEle as tábuas de pedra inscritas com a lei (Êx 31.18; 34.27–32). Não é mera coincidência, portanto, que o Espírito Santo tenha enchido os discípulos no dia de Pentecostes (At 2.1–4).

Há um eco implícito da história de dar a lei no sermão de Pedro. Jesus não ascendera ao topo do monte Sinai, mas ao céu, e recebera do Pai a promessa do Espírito Santo (At 2.33).

Esse Espírito estava agora sendo derramado por Jesus sobre os discípulos — exatamente como Moisés descera da montanha com as tábuas de pedra. No dia de Pentecostes, quando Israel estava celebrando a entrega da antiga aliança no monte Sinai, os discípulos de Jesus estavam experimentando o dom da nova aliança — o Espírito Santo derramado sobre eles! (2)

Ou seja, no dia de Pentecostes a Aliança com Deus estava tomando o formato anunciado pelos profetas, há muito tempo. De agora em diante, por meio do Espírito Santo os mandamentos de Deus estariam guardados dentro do coração do Seu povo.

A Aliança Com Deus e o Espírito da Salvação

Então me lembrei do que o Senhor tinha dito: ‘João batizou com água, mas vocês serão batizados com o Espírito Santo’. (Atos 11:16)

O testemunho do Espírito Santo é fundamental para o plano de salvação do Senhor Jesus. Sem Ele, a comunicação de verdade fundamentais do cristianismo seria vazia. Os primeiros cristãos consideravam que os alicerces da grande salvação de Deus, passava pelo ministério, morte e ressurreição de Seu Filho, Jesus.

É o Espírito Santo que torna a presença de Jesus real e palpável para os cristãos. A vida e o ministério terreno do Messias, trouxeram o Reino de Deus para a Terra, e os discípulos perceberam isso.

A grande questão é: O que acontece quando ele for embora?

Se Jesus revela e manifesta a presença do Reino de Deus na Terra, como o Reino continuaria entre nós com sua ascensão ao céu?

Por meio do Espírito Santo.

Ao contrário, ao se separar de seus discípulos, Jesus disse que seria capaz de enviar o Espírito, que traria a presença do Reino de Jesus e tornando-o conhecido aos discípulos e por intermédio deles, onde quer que estivessem (Jo 16.12–15).

O livro de Atos descreve como o Espírito traz a presença do Reino de Jesus para lugares surpreendentes, em geral trabalhando muito adiante dos próprios discípulos de Jesus (At 10). O perdão e bênção de Jesus, por meio de seu Espírito, ainda estão disponíveis hoje em dia. (3)

O Espírito Santo é o agente que nos capacita a viver segundo os princípios da nova Aliança com Deus. Ao confessar, sinceramente com arrependimento e fé, Jesus como Senhor e Salvador, o Espírito nos dá imediatamente um novo coração.

Com o passar do tempo, Ele vai nos alicerçando no Reino, moldando nosso caráter a semelhança do de Cristo, e nos conduzindo diariamente a uma comunhão sincera e real com o Senhor.

Somente ele é capaz de transformar um assassino religioso como Saulo, em Paulo o apóstolo dos gentios. Dando testemunho de si mesmo, Paulo diz: Mas, por isso mesmo alcancei misericórdia, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua paciência, usando-me como um exemplo para aqueles que nele haveriam de crer para a vida eterna. (1 Timóteo 1:16)

O Espírito nos aproxima de Deus, a tal ponto que podemos chama-lo de “Pai”. Como está escrito: Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: “Aba, Pai”. (Romanos 8:15

Com a capacitação do Espírito Santo, podemos dar bons frutos na Nova Aliança com Deus. Frutos do Espírito.

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. (Gálatas 5:22,23)

Na Nova Aliança, o Espírito é o selo que nos assegura a participação no Reino de Deus e nos dá segurança para aguardar a volta de Jesus. Isto é, em Cristo estamos guardados da ira vindoura.

Conclusão

A Antiga Aliança, ministrada a Moisés no Sinai e escrita em tábuas de pedra, não foi obedecida por Israel e com isso, o povo não conseguiu influenciar as  outras nações para servir ao Senhor. Pelo contrário, eles estavam a todo momento querendo ser como as nações pagãs.

Isso mudou com a ministração e estabelecimento da Nova Aliança Com Deus, revelada em Cristo e selada pelo Espírito Santo. Seus princípios são ministrados diretamente no coração dos crentes e o Espírito é o nosso condutor e mentor nesta jornada.

Portanto, se você ainda não faz parte desta Nova Aliança, arrependa-se e confesse Jesus como Senhor e Salvador de sua vida. A partir daí, o Espírito do Senhor ministrará vida abundante para você todos os dias da sua vida.

Referências

  1. Manser, M. H. (2013). Guia Cristão de Leitura da Bíblia. (D. Pereira, V. Araujo, F. Machado, & A. Soares, Orgs., L. Aranha, Trad.) (1a edição, p. 108–111). Bangu, Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus.

https://www.institutogamaliel.com/

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